De acordo com o médico oncologista Dr. Eduardo Werneck, a quimioterapia teve sua origem durante a Primeira Guerra Mundial, quando pesquisadores observaram que soldados expostos ao gás mostarda apresentavam uma redução significativa de células brancas no sangue. Esse efeito tóxico levou cientistas a investigarem se substâncias derivadas desse gás poderiam ser usadas para tratar doenças em que há proliferação anormal dessas células, como os linfomas. Na década de 1940, os primeiros testes com mostardas nitrogenadas mostraram resultados promissores em pacientes com linfoma, marcando o início da quimioterapia como tratamento oncológico.
“A partir daí, o campo evoluiu rapidamente. Nos anos seguintes, pesquisadores identificaram outras substâncias capazes de interferir na divisão celular, base do crescimento dos tumores. A década de 1950 foi marcada pelo desenvolvimento de agentes alquilantes, antimetabólitos e antibióticos citotóxicos, que ampliaram as possibilidades terapêuticas. Embora inicialmente rudimentar e com efeitos colaterais severos, a quimioterapia se consolidou como uma das principais armas contra o câncer, sendo, até hoje, fundamental em muitos protocolos de tratamento”, detalha o especialista.

