Pesquisa do IBGE mostra que, apesar de 90,5% dos brasileiros usarem internet em 2025, a qualidade do acesso é desigual: 59,2% dos domicílios não têm computadores ou tablets, e 10,7% dependem exclusivamente da internet móvel, com franquias limitadas que bloqueiam o serviço e restringem o acesso a serviços públicos, estudo e trabalho, como denuncia a líder comunitária Ana Cláudia Miguel, do Recife, onde a comunidade do Pilar convive com o polo tecnológico Porto Digital sem usufruir de seus benefícios, e a moradora Eurídize Lima de Santana precisou trancar a faculdade de Análise e Desenvolvimento de Sistemas por não ter computador; especialistas apontam que planos que limitam acesso a aplicações da Meta violam o Marco Civil da Internet, que garante a neutralidade da rede, e uma ação na Secretaria Nacional do Consumidor questiona a prática.
Foto: Eliane Gonçalves/ Divulgação

