Uma força-tarefa interministerial, liderada pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pelo Ministério da Saúde, identificou 97 perfis na plataforma que utilizam inteligência artificial para criar avatares com aparência humana, atribuindo-lhes qualificações médicas fictícias para disseminar informações falsas sobre curas e tratamentos sem comprovação científica. A AGU notificou o Google para que remova esses conteúdos em até 72 horas ou adote medidas de rotulagem que deixem clara a natureza artificial dos personagens, além de prevenir a disseminação de material semelhante, e o caso também foi encaminhado à Polícia Federal e ao Conselho Federal de Medicina. O programa Saúde com Ciência, do Ministério da Saúde, detectou que parte dos perfis é direcionada especialmente à população idosa e utiliza a falsa autoridade dos personagens para promover produtos, e-books ou serviços pagos, com riscos como automedicação, atraso na busca por atendimento profissional e interrupção de tratamentos. A iniciativa conta ainda com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência e os ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Ciência e Tecnologia, e a plataforma informou que não se manifestaria sobre o assunto.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

