Um grupo de ex-ministros de Estado, economistas, empresários e integrantes da sociedade civil divulgou neste domingo (13) uma carta em apoio ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, às medidas adotadas por ele para preservar a autoridade da Corte e em defesa da “mais rigorosa e imparcial apuração dos fatos e das gravíssimas acusações que vieram a público nas últimas semanas”. O texto vincula a apuração e a responsabilização dos envolvidos à preservação da democracia: “A apuração dos fatos e a responsabilização daqueles que eventualmente violaram a lei e a dignidade de seus cargos são indispensáveis para que possamos recobrar a confiança nas instituições e preservar nossa democracia”. A carta também defende reformas institucionais urgentes no STF, capazes de fortalecer a colegialidade, assegurar a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse, estabelecer padrões rigorosos de conduta e ampliar a transparência e o controle social sobre a Corte e seus integrantes. Assinam nomes como os ex-ministros Pedro Malan, Armínio Fraga, Miguel Reale Jr e José Eduardo Cardozo, o economista Pérsio Árida e o jornalista Eugênio Bucci. O STF vive uma crise interna há cerca de duas semanas, após a revelação de conversas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes. Em resposta, Moraes incluiu acusações contra André Mendonça no inquérito das Fake News, e Fachin retirou de Moraes a relatoria do inquérito. Está marcada para terça-feira (15) uma sessão extraordinária sobre a abertura de possível investigação a respeito das relações de Moraes e Vorcaro, e para 23 de setembro a análise do pedido de investigação contra Mendonça.
Foto: Alejandro Zambrana/STF

