Uma médica foi demitida de um hospital municipal de Goiânia após enviar uma mensagem em um grupo privado de profissionais orientando que pacientes não recebessem alta durante o fim de semana das eleições por serem, segundo ela, em sua maioria petistas. A mensagem foi publicada no dia 2 de outubro, dois dias antes do primeiro turno, e acabou repercutindo após ser divulgada. A profissional, que era chefe da ginecologia e obstetrícia da unidade, foi inicialmente afastada enquanto o caso era apurado. O contrato com a médica acabou sendo rescindido após a repercussão do episódio. A situação também foi levada às autoridades para análise de possíveis irregularidades.
Em nota, a médica afirmou que a mensagem não se transformou em conduta profissional e que nenhuma paciente teve alta atrasada ou negada por causa de preferência política. Segundo ela, todas as mulheres foram avaliadas e liberadas exclusivamente de acordo com critérios clínicos. O Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara informou que não possui posicionamento político-partidário e que decisões sobre internação e alta devem seguir critérios médicos, técnicos e de segurança. A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia declarou ter adotado medidas administrativas para apurar o caso. O Conselho Regional de Medicina de Goiás também informou que denúncias relacionadas à conduta ética de profissionais são investigadas sob sigilo.
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