Especialista do Hospital de Clínicas do Pará, a cardiologista Aldine Torres explica que a euforia e o nervosismo das partidas liberam substâncias que aumentam a frequência cardíaca e a pressão arterial, favorecendo infarto, arritmias e derrame, especialmente em hipertensos, diabéticos, fumantes, idosos e pessoas com doenças cardíacas prévias. Durante os jogos, hábitos comuns como consumo excessivo de álcool, alimentos gordurosos, noites mal dormidas e esquecimento de medicações podem agravar quadros cardiovasculares. O aposentado Arsan Ferreira Leite, de 70 anos, morador de Porto de Moz, que passou por cirurgias nas válvulas cardíacas, afirma: “Quem tem problema no coração precisa aprender a se controlar. Se o time perder, perdeu. Se ganhou, também não precisa exagerar”. Os principais sintomas de alerta incluem dor no peito, palpitações, tontura e sudorese fria.
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