Como a fisioterapia pode contribuir para o tratamento da doença de Parkinson?

Foto: freepik

Benefícios vão além da reabilitação motora, mas auxiliam na saúde mental

O Dia Mundial da Conscientização da Doença de Parkinson (11/4) é uma data criada para incentivar o diagnóstico precoce, já que se trata de uma enfermidade neurodegenerativa e sem cura. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que 1% da população acima dos 65 anos conviverá com algum grau de doenças relacionadas com o Parkinson. No Brasil, calcula-se que 200 mil pessoas sofram com o problema. Um dos tratamentos recomendados que visam melhorar a qualidade de vida desses pacientes se encontra na fisioterapia.

Na doença de Parkinson podemos identificar sintomas motores, como lentidão de movimentos, tremores de repouso, distúrbios da fala, instabilidade postural e rigidez de articulações, além de sintomas não motores, como diminuição do olfato, distúrbios do sono, depressão, irritabilidade e alterações intestinais. “A fisioterapia auxilia na reabilitação física desse paciente, proporcionando uma maior independência e, consequentemente contribuindo na saúde mental”, explica o fisioterapeuta da Hapvida NotreDame Intermédica, Ronan Campos.

De acordo com Ronan, a fisioterapia se apresenta como a terapia que devolverá o movimento ou adaptará novos movimentos para a execução de determinada tarefa do dia a dia, sem ter prejuízos no resultado esperado. “O terapeuta é aquele que traz o bem-estar do paciente por meio da devolutiva da capacidade de executar movimentos sem que haja prejuízos psicológicos, ou por não conseguir fazer movimentos básicos e físicos, ou por se vê incapaz”, ressalta.

O tratamento fisioterapêutico se dá por maio de várias áreas da fisioterapia como a neuro funcional e a aquática. “Na fisioterapia no solo ou neuro funcional, temos o uso de aparelhos de eletroestimulação, como o FES, que pode auxiliar na execução de movimentos por meio de corrente elétrica. Temos também exercícios cinéticos funcionais, que simulam movimentos básicos, a exemplo de equilíbrio e força, e temos alongamentos, já que não doença de Parkinson tem um padrão rígido de musculatura”, finaliza o especialista.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *