Comunidade quilombola tem primeiras teleconsultas do ‘Saúde Digital da Uepa’  

Foto: Pedro Guerreiro / Ag. Pará

O Projeto Saúde Digital da Universidade do Estado do Pará (Uepa), vinculado ao Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), realizou o primeiro atendimento de teleconsulta, deste ano, para moradores da Associação da Comunidade Remanescente de Quilombo Boa Vista (ACRQBV), no município de Oriximiná. Os pacientes foram atendidos, sem precisar sair do território, por um médico neurologista do CCBS/Uepa, em Belém.

Seis pacientes foram atendidos, no último mês de maio, entre eles, adultos que sofreram acidente vascular cerebral (AVC); crianças e adolescentes com TEA ou outras deficiências, todos moradores ribeirinhos e pertencentes a comunidade do Quilombo Boa Vista, localizada na zona rural de Oriximiná, no extremo oeste do Pará, no Baixo Amazonas, às margens do rio Trombetas. Com mais de 200 anos de existência, o Boa Vista é considerado o primeiro quilombo com título de terra no Brasil e possui mais de 420 famílias.

A iniciativa é parceria da Uepa com o Ministério da Saúde, e promove o acesso mais inclusivo ao sistema de saúde na região. Recém-lançado, o Projeto Saúde Digital da Uepa quer proporcionar atendimento médico especializado, por meio da tecnologia da telemedicina, para vários municípios do Pará.

De acordo com o coordenador do Projeto, o médico e diretor do CCBS, Emanuel Sousa, a Uepa está “investindo na tecnologia para aproximar a população da Amazônia aos serviços de saúde do CCBS, por meio do Projeto Saúde Digital”.

O Saúde Digital vai contar com teleconsultas de médicos em, clínica geral, e especialidades como psiquiatria, neurologia, ortopedia, cardiologia e dermatologia. Também farão parte do atendimento do Saúde Digital, fisioterapeutas e profissionais da enfermagem. Cerca de 30 municípios já fecharam parceria para atendimentos por meio do projeto Saúde Digital.

O agente comunitário de Saúde (ACS) da comunidade, Gernan Veras, comemorou a conquista do novo serviço de saúde. “Aqui, na comunidade, só contamos com o básico, com atendimento de baixa complexidade e agora com a articulação que foi realizada e por meio da telemedicina contamos com serviços especializados da Uepa e a teleconsulta foi possível”, disse ele.

Texto de Diane Maués / Ascom Uepa

Por Agência Pará

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