Uma pesquisa internacional identificou 54.945 espécies de vírus de RNA em ambientes urbanos e periurbanos de 102 cidades espalhadas por 31 países. Cerca de 77% dessas espécies, o equivalente a aproximadamente 42 mil, ainda não haviam sido descritas pela ciência. O levantamento contou com a participação de pesquisadores brasileiros e analisou 2.922 amostras coletadas em diferentes ambientes. Entre os locais estudados estão estações de metrô, hospitais, bancos, superfícies de uso frequente, solo, água e esgoto. São Paulo esteve entre as cidades analisadas durante a pesquisa. Os resultados deram origem a um catálogo chamado UPVAtlas.
Os pesquisadores observaram grande variedade viral em ambientes naturais e em estruturas ligadas à atividade urbana. As amostras foram coletadas de corrimãos, bancos, máquinas de bilhetes, hospitais e outros locais de circulação de pessoas. O esgoto apresentou uma das maiores diversidades de vírus encontradas durante o levantamento. Segundo os cientistas, esse material pode ser utilizado como ferramenta de vigilância ambiental para acompanhar mudanças nas comunidades virais. A pesquisa concentrou-se em vírus de RNA, grupo que inclui agentes associados a doenças como dengue, zika, gripe e Covid-19. Para identificar os organismos, os pesquisadores utilizaram técnicas de análise genética e ferramentas de bioinformática.
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