O projeto, proposto pela Companhia Têxtil de Castanhal (CTC), receberá R$ 15,2 milhões da Finep (60% do total) como subvenção para introdução de tecnologias no cultivo e beneficiamento da fibra extraída por famílias ribeirinhas, visando melhorar condições de trabalho, produtividade e agregação de valor. A malva, tradicionalmente usada em sacarias, cordas e estofamentos, ganhou projeção global recentemente quando a atriz brasileira Alice Carvalho usou um vestido do tecido combinado com juta na cerimônia do Oscar. O cultivo é feito em áreas de várzea, com colheita manual e secagem em varais artesanais, enfrentando desafios como baixa tecnificação e poucos compradores. Participam do projeto a Universidade Federal da Amazônia, Embrapa, Centro de Bionegócios da Amazônia e quatro empresas, com estudos para aprimoramento de espécies, criação de maquinário, infraestrutura digital e consolidação de negócios comunitários piloto. O diretor da Finep destacou que o governo federal assume o risco da inovação para viabilizar iniciativas típicas brasileiras com benefícios diretos às comunidades.
Foto: CNI/José Paulo Lacerda

