Os gastos de brasileiros em viagens internacionais atingiram um patamar recorde no primeiro semestre de 2026, impulsionados pela trajetória de queda do dólar frente ao real. Dados divulgados pelo Banco Central revelam que as despesas no exterior somaram o maior valor da série histórica para o período, superando em mais de 20% o registrado no mesmo intervalo do ano anterior. A combinação de câmbio favorável, inflação controlada e a retomada da confiança do consumidor estimulou uma verdadeira corrida por passagens aéreas e pacotes turísticos. Destinos como Estados Unidos, Europa e Argentina lideraram a preferência dos viajantes brasileiros.
Especialistas do setor de turismo apontam que o dólar em patamares mais baixos funciona como um poderoso indutor de consumo, especialmente para compras de eletrônicos, roupas de grife e ingressos em parques temáticos. O recorde de gastos reflete não apenas o maior número de embarques, mas também o aumento do ticket-médio dos turistas brasileiros lá fora. Cartões de crédito e cartões pré-pagos internacionais registraram movimentação intensa, indicando um planejamento financeiro voltado para o lazer. A projeção do mercado é que o segundo semestre mantenha o ritmo aquecido, podendo consolidar 2026 como o melhor ano da história para o turismo emissivo brasileiro.
Foto: Agência Brasil

