A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão preventiva de Henrique Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero por suposta atuação como operador financeiro de fraudes ligadas ao Banco Master. O julgamento foi marcado por um embate entre os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes, que apresentaram posições divergentes sobre a necessidade da manutenção da prisão.
Gilmar Mendes votou pela substituição da prisão em regime fechado por prisão domiciliar com monitoramento eletrônico e outras medidas cautelares, argumentando que a condução do caso lembraria práticas adotadas na Operação Lava Jato para pressionar familiares a firmarem acordos de delação premiada. Relator do processo, André Mendonça rejeitou a comparação e defendeu a continuidade da prisão preventiva, alegando a existência de atos ilícitos em andamento e a atuação coordenada de um grupo voltado à intimidação de testemunhas. A decisão final foi pela manutenção da prisão por 3 votos a 1, com apoio dos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Dias Toffoli não participou da votação.
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