O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) ingressou com uma Ação Civil Pública contra o ex-prefeito de Ananindeua, Daniel Santos (Podemos), acusado de promover o desmatamento ilegal de aproximadamente 750 hectares de vegetação primária no município de Ipixuna do Pará. A ação solicita a reparação dos danos ambientais, o pagamento de indenizações e o bloqueio de bens no valor de R$ 7 milhões.
De acordo com o MPPA, a área desmatada inclui 739,24 hectares de Reserva Legal e 10,28 hectares de Área de Preservação Permanente (APP), sem a devida autorização ambiental. As investigações apontam que uma licença municipal destinada à limpeza de área consolidada teria sido utilizada de forma irregular para justificar a supressão da vegetação nativa. Durante fiscalização da Operação Amazônia Viva, equipes da Secretaria de Meio Ambiente encontraram máquinas operando na propriedade e resgataram um bicho-preguiça que tentava escapar da área afetada.
O órgão também aponta que houve alteração na titularidade do imóvel no Cadastro Ambiental Rural (CAR) após o início das fiscalizações, o que pode indicar tentativa de dificultar a responsabilização. Entre as medidas requeridas estão a recuperação da área por meio de um Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas ou Alteradas (PRADA), o plantio de espécies nativas da Amazônia, monitoramento técnico e o pagamento de R$ 1,5 milhão por dano moral coletivo. A defesa de Daniel Santos nega as acusações, alegando perseguição política, e afirma que apresentará sua versão dos fatos à Justiça.
Foto: Facebook Daniel Santos

