O Vasco-AC protagonizou mais uma polêmica na noite da última quinta-feira (19) ao entrar em campo para sua estreia na Copa do Brasil com camisas que estampavam os nomes de três dos quatro jogadores do elenco presos sob suspeita de estupro coletivo contra duas mulheres no alojamento do clube, na madrugada do dia 13 de fevereiro, em Rio Branco. O gesto público de apoio aos colegas investigados — Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior — ocorreu na partida contra o Velo Clube, de São Paulo, na Arena da Floresta, que também marcou a estreia do goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samúdio e atualmente em livramento condicional. Durante a partida, os atletas posaram para fotos segurando os uniformes com os nomes dos detidos, enquanto Bruno defendeu dois pênaltis, mas não evitou a eliminação do time acreano nos pênaltis por 3 a 2, após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar.
O técnico Eric Fernandes gerou nova controvérsia ao reclamar publicamente da delegada que intimou sete jogadores para depor na véspera do jogo, afirmando que a medida “mexeu com o psicológico dos garotos” e que poderia ter sido feita após a partida importante. As declarações foram rebatidas pela secretária de Estado da Mulher, que reforçou que “sexo sem consentimento é estupro”. Os quatro atletas investigados permanecem presos e negam as acusações, enquanto a Polícia Civil segue com as investigações. O goleiro Bruno, que voltou a atuar no Acre após passagem em 2021 durante a pandemia, celebrou o acolhimento da torcida e o calor da arquibancada, mas viu o time ser eliminado da competição nacional já na primeira fase.
Foto: Aldo França/Rede Amazônica

