A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou por unanimidade, nesta terça-feira (16), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, ao pagamento de multa, a 8 anos de inelegibilidade e à perda do cargo de escrivão da Polícia Federal, pelo crime de coação no curso do processo, por articular o tarifaço dos EUA contra as exportações brasileiras e outras medidas, como a revogação de vistos de ministros e sanções da Lei Magnitsky, para pressionar o STF e tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista. O relator Alexandre de Moraes afirmou que Eduardo levou desinformação ao governo norte-americano e prejudicou o Brasil, enquanto os ministros Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam o voto; a defesa, feita pela DPU, argumentou que Eduardo não teve poder de decisão sobre a política externa dos EUA, e o ex-deputado, que está nos EUA e perdeu o mandato por faltas, declarou que a sentença é “nula” e que não foi notificado oficialmente, afirmando que o objetivo é “tirar meu nome das eleições”.
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

